segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Encontro no Terreiro Matamba Tombenci Neto em Ilhéus Reuniu Jovens de várias Comunidades


O Terreiro Matamba Tombenci Neto abrigou no último dia (15) de Setembro   o projeto Interlocução da UESC em parceria com várias comunidades tradicionais. O Encontro do dia(15) reunião jovens de Itacaré, Pau Brasil, Salobrinho, Canavieiras, Olivença, Ilhéus e Professores da UESC. Conto com o apoio da Organização Gongombira de Cultura e Cidadania, Dilazenze e Rede Matamba.













segunda-feira, 10 de setembro de 2018

ONG Gongombira promove cerimônia de encerramento do MIM 3 nesta sexta-feira, dia 14

Último Encontro da Oralidade, realizado no dia 17 de agosto


Para concluir a terceira edição do projeto Mãe Ilza Mukalê (MIM 3), que promoveu oficinas gratuitas durante os meses de agosto e setembro, será realizada nesta sexta-feira (14), a partir das 19 horas, cerimônia de encerramento do MIM 3, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, com entrada gratuita.
O evento é promovido pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania e será composto por um bate papo com a equipe técnica do projeto, intervenção cultural, entrega de certificados da oficina de dança afro e, por fim, será servido um coquetel.
Além das oficinas de dança, percussão, turbantes, penteados afro, editoração e encadernação artesanais, o MIM 3 também promoveu Encontros da Oralidade, em que Mãe Ilza recebeu convidadas para debater questões de gênero, raça, arte e sexualidade dentro do terreiro.
Esta terceira edição do MIM 3 difere das duas primeiras ao contemplar principalmente mulheres negras e indígenas, unindo a capacitação promovida com a realização de diversas oficinas aos Encontros da Oralidade.
O MIM 3 capacitou mais de 100 pessoas, sendo 90% do público atingido formado por mulheres negras e afro-indígenas. Mais de 200 pessoas foram alcançadas pelos debates promovidos nos encontros com Mãe Ilza, que contou com a presença de pesquisadores, estudantes, professores e simpatizantes de religiões de matriz africana.
Para viabilizar o MIM 3, contamos com promoção do Estado da Bahia e apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Teatro Popular de Ilhéus.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Oficinas de turbantes e penteados afro no Terreiro de Matamba Tombenci Neto neste sábado

Oficina de Turbantes


Dani Jêje e Preta Ashanti, integrantes da Casa do Boneco de Itacaré, estarão mais uma vez no Terreiro de Matamba Tombenci Neto para uma nova edição do Zendembás, com oficinas de turbantes e penteados afro. A programação acontece neste sábado, dia 25, a partir das 15 horas e tem entrada gratuita.
Penteado afro por Dani Jêje
Os participantes que já se inscreveram e demais interessados em participar, devem informar RG, CPF e NIS, para validar a inscrição. Além disso, é necessário trazer um tecido com mais ou menos 3 metros de comprimento.
As atividades fazem parte da terceira edição do projeto Mãe Ilza Mukalê (MIM 3), iniciativa da Organização Gongombira de Cultura e Cidadania, com promoção do Estado da Bahia e apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia e do Teatro Popular de Ilhéus.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

EQUIPE NOTA 10 DO PROJETO MÃE ILZA MUKALÊ III


Parte da equipe da Gongombira que faz o projeto Mãe Ilza Mukalê (MIM III) acontecer com muita garra e determinação. Em pé da esquerda pra direita. Indira RodriguesMarinho SantosTalita Barbosa. Agachadas da esquerda pra direita. Neide RodriguesCynthia Santos Barra e Mãe Ilza Mukalê.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Último Encontro da Oralidade reuniu público diverso para discutir gênero, racismo e lesbofobia



Na última sexta-feira, dia 17, foi encerrada a série de rodas de conversas com Mãe Ilza Mukalê, os Encontros da Oralidade, promovidos pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania durante o mês de agosto, com diversas convidadas. Nessa última rodada, a convidada Carla Candace discutiu sobre gênero, racismo e lesbofobia.
Com mediação da professora universitária Célia Regina da Silva, o Terreiro de Matamba Tombenci Neto foi palco de uma discussão saudável sobre como a mulher negra sofre com o racismo e o machismo e como essas opressões moldam o ser humano. “A gente descobre que é negra ainda na infância, sempre foi muito nítido que eu era negra, o ser mulher também”, destacou Carla.
Em relação à sua sexualidade, a convidada explicou como foi o momento de descoberta e a luta para conseguir sair de uma relação tóxica e se assumir lésbica: “ao sair de um relacionamento abusivo, entendi que eu era lésbica e que não era bi, que eu me relacionaria afetivamente apenas com mulheres", declarou.
Segundo a convidada, mulheres negras lésbicas possuem dificuldades para participarem de movimentos sociais, pois "ser uma mulher negra é sofrer violência dentro do movimento negro, que é extremamente machista, dentro do movimento feminista, que é racista e dentro do movimento LGBT que é focado em homens gays, na sigla G".
Além de relatar experiências pessoas, a convidada, que é bacharela em Comunicação Social e documentarista, também falou sobre a baixa, praticamente nula, representatividade de mulheres negras lésbicas na mídia. “No Brasil, não há registro de mulheres lésbicas negras em telenovelas”, frisou a comunicóloga. 
Por fim, Carla Candace questionou “até que ponto a gente está se preocupando com as pessoas pretas LGBTs?”, ao se referir aos números de pessoas negras que relatam casos de racismo e LGBTfobia dentro de diversos movimentos sociais que não são apurados.
O evento foi encerrado com a Oruestra Afro Gongombira, que embalou a noite com muita música. Os encontros fazem parte da terceira edição do projeto Mãe Ilza Mukalê (MIM 3), que conta com promoção do Estado da Bahia e apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia e do Teatro Popular de Ilhéus.
Confira mais fotos clicando aqui.


terça-feira, 14 de agosto de 2018

Raça, gênero e sexualidade são temas do último Encontro da Oralidade nesta sexta-feira

Primeiro Encontro da Oralidade do MIM 3


O último Encontro da Oralidade será realizado nesta sexta-feira, dia 17, às 19 horas, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto. Mãe Ilza Mukalê irá receber Carla Candace, bacharela em Comunicação Social – Rádio e TV pela Universidade Estadual de Santa Cruz e integrante do Kisimbi – Núcelo de Produtoras Pretas de Audiovisual.
Carla Candace

Com entrada gratuita, este último encontre propõe a reflexão acerca da negritude, afromisoginia e lesbianidade, como também a importância de discutir esses temas em espaços como o terreiro de candomblé, que possui uma grande quantidade de jovens, em sua maioria negra e diversa entre si.
A convidada do último encontro, Carla Candace, também é poeta no grupo PPMP, artesã, documentarista e fotógrafa, com a qual desenvolve um trabalho de militância diária contra o racismo, a afromisoginia e a lesbofobia. Seu trabalho pode ser conferido no perfil @candacefotografia.
A atividade faz parte da terceira edição do projeto Mãe Ilza Mukalê, promovido pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania, com promoção do Estado da Bahia e apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia e Teatro Popular de Ilhéus. A atração da noite ficará por conta da Orquestra Afro Gongombira.
Encontros da Oralidade
O projeto-piloto surgiu de uma forma bem despretensiosa, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, quando os membros mais jovens se reuniam, aos sábados, para rodas de conversa com Mãe Ilza Mukalê e outros mais velhos.
A partir daí, surgiu a primeira edição do projeto, formalizado através de um edital, com oito encontros, onde ela conversava sobre diversos temas ligados às religiões de matriz africana.
A segunda edição foi voltada para capacitação de jovens negros e de terreiro de Ilhéus, com 40 jovens formados como agentes culturais.
Esta terceira edição difere das outras duas, pois é direcionada para mulheres negras e indígenas, unindo a capacitação com os Encontros da Oralidade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Segundo Encontro da Oralidade lotou o Terreiro de Matamba Tombenci Neto

Mãe Ilza Mukalê e Samba de Treita


Arte produzida por mulheres negras, resistência, feminismo negro, ancestralidade e lugar de fala foram alguns dos temas discutidos na última sexta-feira, dia 10, no segundo Encontro da Oralidade. Mãe Ilza recebeu, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, a multiartista soteropolitana Sanara Rocha e a atriz, poetisa e professora ilheense Tereza Sá.
Com o terreiro lotado com um público formado por estudantes, ativistas, professores e pesquisadores de diversas áreas, Mãe Ilza falou do seu início na vida artística, que começou com Mário Gusmão, importante ator e bailarino baiano, quando teve sua primeira experiência como atriz.
Mãe Ilza Mukalê

Mãe Ilza também contou sobre a abertura do terreiro para ensaios de diversos grupos culturais, que começou com a sua Mãe, Dona Roxa. A matriarca do Terreiro de Matamba Tombenci Neto, também participou de escolas de sambas de Ilhéus.
"Tive uma caminhada muito longa, muito vasta. Fui sambista, recebi título de melhor sambista, melhor porta-estandarte. Minha mãe nunca me proibiu de nada por causa da religião", ressaltou Mãe Ilza.
Sanara Rocha, facilitadora da oficina de percussão, explicou que a comunidade negra, em África, sempre foi interdisciplinar, ao misturar dança, música e teatro, além de outras linguagens artísticas num só espetáculo. “A gente nunca separou arte de ciência, da vida, da celebração”, destacou a artista.
Sanara Rocha

Ela completou dizendo que “quando a gente para se entender como negro, pra observar o que os negros e negras antes de nós construíram, a gente percebe que sempre foi assim: dança, música, teatro, poesia, tudo junto".
No que diz respeito à participação das mulheres negras fazendo arte, ela destacou que “dentro de tudo que a gente entende como negritude, existe uma deficiência no que diz respeito às narrativas femininas” e por isso "estamos pensando novas formas de construir nossas artes, reinventar".
A artista Tereza Sá iniciou sua fala recitando o poema “A noite não adormece nos olhos das mulheres”, de Conceição Evaristo, Tereza Sá abriu sua fala: “Como meu pai escrevia e a gente [seus irmãos] precisava ir para o escritório com ele. Lá, eu lia vários livros e poemas. Logo depois, resolvi fazer teatro”.
No centro, Tereza Sá

Sobre ancestralidade, Tereza explicou que encontros como o proporcionado pela Organização Gongombira, são importantes para reconhecer a história de quem estava aqui antes. "Quando a gente se encontra nesses espaços, só estamos ressignificando nossa ancestralidade", enfatizou a atriz.
Tema que provoca debates e divergências entre ativistas, Tereza frisou que o lugar de fala é algo que deve ser respeitado, pois “uma mulher branca não pode falar do lugar de uma mulher negra, pois não tem experiência para isso”.
Mãe Ilza aproveitou a oportunidade para falar sobre o julgamento do Recurso Extraordinário pelo STF, que irá analisar se o sacrifício de animais por religiões de matriz africanas se encaixa como maus-tratos. "A carne do animal sacrificado não e jogada fora, é preparada muito bem para o povo de terreiro comer. É daquele carne que a gente vai ficar mais forte".
O encontro ainda contou com a animação do grupo Samba de Treita, que animou a noite com muita música. A atividade faz parte da terceira edição do projeto Mãe Ilza Mukalê, promovido pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania, com promoção do Estado da Bahia e apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia e Teatro Popular de Ilhéus.

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